BAIXO MONDEGO (PORTUGAL)



quarta-feira, 14 de novembro de 2012

CONHECER O PAUL




LOCALIZAÇÃO

NA REGIÃO CENTRO DE PORTUGAL, NO INTERIOR DA SUB-REGIÃO DO BAIXO MONDEGO, A CERCA DE 15 KM A OESTE DA CIDADE DE COIMBRA, EXISTE UMA IMPORTANTE ZONA NATURAL, CUJO VALOR ECOLÓGICO É DESCONHECIDO DA MAIORIA DA POPULAÇÃO.

TRATA-SE DO PAUL DE ARZILA, UMA ZONA HÚMIDA COM UMA ELEVADA RIQUEZA E DIVERSIDADE BIOLÓGICA, SITUADA NA MARGEM ESQUERDA DO RIO MONDEGO, JUNTO À POVOAÇÃO DE ARZILA, UMA PEQUENA ALDEIA DO CONCELHO DE COIMBRA.

APESAR DESTE LOCAL SER CONHECIDO COMO PAUL DE ARZILA, PORQUE A ZONA HÚMIDA SE ENCONTRA NESTA FREGUESIA, A ZONA AGRÍCOLA E FLORESTAL ADJACENTE A ESTE ESPAÇO NATURAL ESTENDE-SE AO LONGO DE 7 KM PELO VALE DA RIBEIRA DE CERNACHE, ENTRE A FREGUESIA DE ANOBRA (CONCELHO DE CONDEIXA), QUE SE ENCONTRA NO LADO SUL, E A FREGUESIA DE PEREIRA (CONCELHO DE MONTEMOR-O-VELHO), QUE SE ENCONTRA NO LADO NORTE, JUNTO AO RIO MONDEGO. 

ESTE ESPAÇO NATURAL ABRANGE VÁRIAS ZONAS COM DIFERENTES TIPOS DE PROTEÇÃO: DOMÍNIO PÚBLICO HÍDRICO, RESERVA ECOLÓGICA NACIONAL, RESERVA AGRÍCOLA NACIONAL, REDE NATURA 2000, SÍTIO RAMSAR, RESERVA BIOGENÉTICA, E RESERVA NATURAL.

A CONSERVAÇÃO E DIVULGAÇÃO DA GRANDE RIQUEZA NATURAL E CULTURAL EXISTENTE NAS TRÊS FREGUESIAS ONDE ESTÁ SITUADO O PAUL DE ARZILA, CONSTITUI UM FATOR DE UNIÃO PROPÍCIO À COLABORAÇÃO DA POPULAÇÃO LOCAL NA DEFESA DE UM IMPORTANTE PATRIMÓNIO EXISTENTE NO BAIXO MONDEGO.

BAIXO MONDEGO

O BAIXO MONDEGO É UM VALE COM CERCA DE 15 000  HECTARES, COM UMA VASTA PLANÍCIE ALUVIAL ATRAVESSADA PELOS ÚLTIMOS 40 KM DO RIO MONDEGO. 

NESTE ESPAÇO NATURAL EXISTEM  ALGUMAS ZONAS HÚMIDAS IMPORTANTES, COM DESTAQUE PARA O ESTUÁRIO DO MONDEGO E OS PAUIS DE ARZILA, MADRIZ E TAIPAL.

ESTES TRÊS PAUIS SÃO OS ÚLTIMOS QUE RESTAM DO QUE FOI O IMENSO CORREDOR BIOLÓGICO DO VALE DO MONDEGO, REPRESENTANDO O HABITAT NATURAL IDEAL PARA UMA GRANDE DIVERSIDADE DE ESPÉCIES.

ZONAS HÚMIDAS

AS ZONAS HÚMIDAS, QUE CONSTITUEM APENAS 2% DA SUPERFÍCIE CONTINENTAL DA TERRA, SÃO DOS ECOSSISTEMAS MAIS AMEAÇADOS. 

ESTES LOCAIS ALBERGAM MAIS DE 40% DAS ESPÉCIES EXISTENTES (FLORA E FAUNA) A NÍVEL MUNDIAL E 12% DE TODAS AS ESPÉCIES ANIMAIS.

DURANTE O SÉCULO XX, CERCA DE 50% DAS ZONAS HÚMIDAS DO MUNDO FORAM DESTRUÍDAS, E NOUTRAS FOI PROFUNDAMENTE ALTERADO O SEU FUNCIONAMENTO NATURAL, DEVIDO A DIVERSAS ATIVIDADES HUMANAS.

ATUALMENTE A AMEAÇA DE EXTINÇÃO PAIRA SOBRE UMA GRANDE VARIEDADE DE ESPÉCIES, DEVIDO À DEGRADAÇÃO E DESTRUIÇÃO DOS HABITATS NATURAIS, POLUIÇÃO, CAÇA, PESCA, E AO COMÉRCIO ILEGAL DE ESPÉCIES SELVAGENS.

SEGUNDO DADOS DA UNIÃO INTERNACIONAL PARA A CONSERVAÇÃO DA NATUREZA (IUCN), ATUALMENTE ESTÃO EM RISCO DE EXTINÇÃO 21% DAS ESPÉCIES DE MAMÍFEROS, 13% DAS AVES, 31% DOS RÉPTEIS, 30% DOS ANFÍBIOS, E 37% DOS PEIXES.

RAZÕES MAIS DO QUE SUFICIENTES PARA PROTEGER A NATUREZA.

HABITAT

ESTE PAUL É O MAIOR DO BAIXO MONDEGO, TENDO UMA ÁREA DE CERCA DE 150 HECTARES, CORRESPONDENTE A UM ESPAÇO DE CERCA DE 3 KM DE COMPRIMENTO POR 500 METROS DE  LARGURA.

A GRANDE PRODUTIVIDADE E RIQUEZA DESTA ZONA HÚMIDA SÃO DETERMINADAS PELA PRESENÇA CONSTANTE DA ÁGUA, PROVENIENTE DO CAUDAL DA RIBEIRA DE CERNACHE, AFLUENTE DO RIO MONDEGO, E TAMBÉM DE DIVERSAS NASCENTES EXISTENTES NO INTERIOR DO PAUL.

NESTA ZONA HÚMIDA EXISTEM VÁRIOS TIPOS DE HABITATS NATURAIS DE INTERESSE COMUNITÁRIO, ONDE UMA GRANDE DIVERSIDADE DE ESPÉCIES ANIMAIS PASSAM TODO OU PARTE DO SEU CICLO DE VIDA.

DE SALIENTAR A EXISTÊNCIA DE UM CANIÇAL COM CERCA DE 2 KM DE EXTENSÃO, UTILIZADO AO LONGO DO ANO COMO LOCAL DE PASSAGEM, ABRIGO, ALIMENTAÇÃO E REPRODUÇÃO POR UMA GRANDE VARIEDADE DE ESPÉCIES ANIMAIS, PRINCIPALMENTE AVES SEDENTÁRIAS E AVES MIGRADORAS, PROVENIENTES DO NORTE DA EUROPA (AVES INVERNANTES) E DO CONTINENTE AFRICANO (VISITANTES DE VERÃO).




FLORA

ESTA ZONA HÚMIDA POSSUI UMA GRANDE RIQUEZA FLORÍSTICA, ESTANDO IDENTIFICADAS NO PAUL E ZONA ENVOLVENTE CERCA DE 300 ESPÉCIES DE PLANTAS, UM NÚMERO MUITO ELEVADO ATENDENDO À PEQUENA DIMENSÃO DA RESERVA.
 
DE DESTACAR A EXISTÊNCIA DE UMA GRANDE VARIEDADE DE VEGETAÇÃO AQUÁTICA COMO O BUNHO, CANIÇO,  TABUA,  JUNCO, JUNÇÃO, LÍRIO-AMARELO, E A ESPADANA.  

ESTAS ESPÉCIES SÃO ACOMPANHADAS NAS MARGENS POR OUTRAS DE PORTE ARBUSTIVO E ARBÓREO COMO O SALGUEIRO, CHOUPO, AMIEIROE O FREIXO. 

NA ZONA ENVOLVENTE EXISTEM TAMBÉM MUITAS ESPÉCIES, COMO O LOUREIRO, MEDRONHEIRO, GILBARDEIRA, CARVALHO-CERQUINHO, CARVALHO-ALVARINHO,  SOBREIRO, AVELEIRA, E O  PINHEIRO.


FAUNA

NO PAUL E ZONA ENVOLVENTE EXISTE  UMA GRANDE VARIEDADE DE ESPÉCIES ANIMAIS, ALGUMAS DAS QUAIS ENCONTRAM-SE EM VIAS DE EXTINÇÃO.

OS DIVERSOS ESTUDOS EFETUADOS DESDE 1977 JÁ PERMITIRAM IDENTIFICAR NO LOCAL 207 ESPÉCIES DE INVERTEBRADOS, 152 ESPÉCIES DE AVES, 8 ESPÉCIES DE ANFÍBIOS, 11 ESPÉCIES DE RÉPTEIS, 14 ESPÉCIES DE PEIXES, E 24 ESPÉCIES DE MAMÍFEROS.

DE SALIENTAR A OCORRÊNCIA DE NOVE ENDEMISMOS IBÉRICOS E UM PORTUGUÊS, O QUE CONFERE ESPECIAL IMPORTÂNCIA A ESTE LOCAL EM TERMOS DE RESERVA BIOGENÉTICA.
 
NO RESPEITANTE ÀS AVES, É DE DESTACAR A PRESENÇA DA FELOSA-DOS-JUNCOS, A FELOSA-UNICOLOR, O ROUXINOL-GRANDE-DOS-CANIÇOS, O GUARDA-RIOS, O TARTARANHÃO-RUIVO-DOS-PAUIS, A GARÇA-PEQUENA, A GARÇA-VERMELHA, E MUITOS ANATIDEOS QUE PROCURAM O LOCAL DURANTE O INVERNO, COMO O MARREQUINHO E O PATO-TROMBETEIRO. 

NOS RÉPTEIS MERECEM DESTAQUE O LAGARTO-DE-ÁGUA E O LAGARTO-COMUM. 

NOS ANFÍBIOS EXISTEM, ENTRE OUTROS, O TRITÃO-DE-VENTRE-LARANJA, O SAPINHO-DE-VERRUGAS-VERDES, A RÃ-DE-FOCINHO-PONTEAGUDO, A RÃ-CASTANHA, E A RELA. 

QUANTO À ICTIOFAUNA, MERECEM DESTAQUE O RUIVACO, O BARBO E A BOGA

NOS MAMÍFEROS É DE REFERIR A PRESENÇA DO MUSARENHO-DE-DENTES-VERMELHOS, O RATO-DAS-HORTAS, A LONTRA,  A GENETA, E O ESQUILO.




HUMANIZAÇÃO

NO INÍCIO ERA APENAS O RIO MONDEGO, CUJO LEITO SE ESPRAIAVA POR TODO O VALE, ATRAVÉS DE UM EMARANHADO DE RAMIFICAÇÕES.

COM O TEMPO, DEVIDO AO ACUMULAR DE AREIA E SEDIMENTOS TRANSPORTADOS PELO RIO, O QUE OCASIONOU UM PROCESSO DE ENCHIMENTO DA PLANÍCIE ALUVIAL, VÁRIOS AFLUENTES TORNARAM-SE PAUIS.

FOI O QUE ACONTECEU NO VALE DA RIBEIRA DE CERNACHE, ENTRE ARZILA E ANOBRA, ONDE OS TERRENOS ALAGADIÇOS FORAM SENDO PROGRESSIVAMENTE OCUPADOS PELA FLORA E FAUNA CARACTERÍSTICA DAS ZONAS HÚMIDAS.

COM A OCUPAÇÃO HUMANA DA ZONA, OS NOVOS HABITANTES COMEÇARAM A ABRIR VALAS DE DRENAGEM, DE FORMA A PODEREM CULTIVAR OS TERRENOS QUE RODEAVAM O PAUL.

DURANTE MUITO TEMPO, AS TERRAS FÉRTEIS DA ZONA ALIMENTARAM A POPULAÇÃO LOCAL, ATRAVÉS DOS RENDIMENTOS PROVENIENTES DA AGRICULTURA, COMPLEMENTADOS COM A CAÇA, A PESCA, E A COLHEITA DO BUNHO.

ESTA PLANTA DO PAUL, EM CONJUNTO COM O JUNÇÃO E O VIME,  FORAM UTILIZADAS DURANTE MUITO TEMPO PARA A CONFEÇÃO DE ESTEIRAS, CESTOS,  E OUTRAS PEÇAS DE ARTESANATO.

NO ENTANTO, A VIDA NO PAUL ERA DIFÍCIL PARA A POPULAÇÃO, PORQUE NO LOCAL TODO O TRABALHO AGRÍCOLA ERA REALIZADO MANUALMENTE.


DRENAGEM

DEVIDO ÀS DIFICULDADES DE DRENAGEM DO PAUL, CAUSADAS PELO ACUMULAR DE SEDIMENTOS E VEGETAÇÃO, ERA NECESSÁRIO EFETUAR REGULARMENTE A ABERTURA E LIMPEZA DAS VALAS, DE FORMA A QUE O CULTIVO DOS TERRENOS E O CORTE DO BUNHO SE PUDESSE REALIZAR.

APESAR DESTAS OBRAS, O VALE MANTEVE SEMPRE CARACTERÍSTICAS DE PAUL, NÃO SÓ DEVIDO ÀS NASCENTES EXISTENTES NO SEU INTERIOR, MAS TAMBÉM AO FACTO DAS COTAS A MONTANTE SEREM DOIS A TRÊS METROS MAIS BAIXAS QUE A JUSANTE.

EM 1960 UMA GRANDE PARTE DOS TERRENOS DA ZONA ENVOLVENTE DO PAUL ERA CULTIVADA COM ARROZ. ESTA ATIVIDADE EXIGIA MUITA MÃO DE OBRA, UMA VEZ QUE O ARROZ ERA SEMEADO EM VIVEIROS, SENDO DEPOIS PLANTADO E MONDADO MANUALMENTE.

TENDO EM VISTA O ALARGAMENTO DA ÁREA AGRÍCOLA PARA O INTERIOR DO PAUL, EM 1980 ESTEVE PREVISTA A DRENAGEM DO LOCAL, INTEGRADA NO PLANO DE APROVEITAMENTO HIDROAGRÍCOLA DO BAIXO MONDEGO.

IRIA MAIS UMA VEZ SER REPETIDA A HISTÓRIA DOS PAUIS DO MONDEGO, QUE TINHAM SIDO DESTRUIDOS PARA QUE PUDESSEM SER CULTIVADOS.

NO ENTANTO, NESTE CASO O PROJETO DE DRENAGEM FOI SUSPENSO E O PAUL DE ARZILA FOI SALVO DA DESTRUIÇÃO, DEVIDO À INTERVENÇÃO DO NÚCLEO PORTUGUÊS DE ESTUDO E PROTEÇÃO DA VIDA SELVAGEM (NPEPVS) E DE UM GRUPO DE PROFESSORES E ALUNOS  DO DEPARTAMENTO DE ZOOLOGIA DA UNIVERSIDADE DE COIMBRA, LIDERADOS PELO PROF. DR. FRANCISCO FERRAND DE ALMEIDA.


PROTEÇÃO

O PAUL DE ARZILA FOI PROTEGIDO OFICIALMENTE NO DIA 27 DE JUNHO DE 1988, TENDO SIDO INTEGRADO NA REDE NACIONAL DE ÁREAS PROTEGIDAS DE PORTUGAL, ATRAVÉS DA CRIAÇÃO DA RESERVA NATURAL DO PAUL DE ARZILA (RNPA).

NO SEU ZONAMENTO, PARA ALÉM DO NÚCLEO CENTRAL, QUE ABRANJE TODO O PAUL, SITUADO NA FREGUESIA DE ARZILA (CONCELHO DE COIMBRA), FOI TAMBÉM CRIADA UMA ZONA DE PROTEÇÃO, CONSTITUIDA POR TERRENOS AGRÍCOLAS E FLORESTAIS SITUADOS NA FREGUESIA DE ANOBRA (CONCELHO DE CONDEIXA) E NA FREGUESIA DE PEREIRA (CONCELHO DE MONTEMOR-O-VELHO).

DEVIDO À SUA GRANDE RIQUEZA NATURAL, A IMPORTÂNCIA DESTA ZONA HÚMIDA FOI TAMBÉM RECONHECIDA INTERNACIONALMENTE, TENDO SIDO INTEGRADA EM DIVERSAS REDES DE CONSERVAÇÃO INTERNACIONAIS.

ESTATUTOS DE PROTEÇÃO

ESTE ESPAÇO NATURAL ESTÁ INTEGRADO NAS SEGUINTES REDES DE CONSERVAÇÃO DA NATUREZA:

REDE FUNDAMENTAL DE CONSERVAÇÃO DA NATUREZA (PORTUGAL)

REDE NACIONAL DE ÁREAS PROTEGIDAS  (PORTUGAL)

REDE NATURA 2000 (UNIÃO EUROPEIA) 

REDE DE RESERVAS BIOGENÉTICAS DO CONSELHO DA EUROPA

REDE DE ZONAS HÚMIDAS DE IMPORTÂNCIA INTERNACIONAL (SÍTIOS RAMSAR)

REDE INTERNACIONAL DE ZONAS IMPORTANTES PARA AS AVES (IBAS)


GESTÃO

A RNPA TEM UMA ÁREA DE 585 HECTARES, TENDO COMO PRINCIPAIS OBJETIVOS A CONSERVAÇÃO DA NATUREZA, A INVESTIGAÇÃO CIENTIFICA, E A SENSIBILIZAÇÃO AMBIENTAL.

A CRIAÇÃO DA RNPA PERMITIU A REALIZAÇÃO DE UMA SÉRIE DE ATIVIDADES QUE CONTRIBUIRAM PARA UMA MELHOR GESTÃO DO ESPAÇO. DE SALIENTAR A AQUISIÇÃO DE TERRENOS, A ABERTURA DE CLAREIRAS NO INTERIOR DA VEGETAÇÃO, A MONITORIZAÇÃO AMBIENTAL, A INSTALAÇÃO DO EQUIPAMENTO DE APOIO AO TRILHO PEDESTRE, A CONSTRUÇÃO DO CENTRO DE INTERPRETAÇÃO, E A APROVAÇÃO DO PLANO DE ORDENAMENTO DA ÁREA, PUBLICADO EM 2004.

A GESTÃO DESTA ÁREA PROTEGIDA ESTÁ A CARGO DO INSTITUTO DA CONSERVAÇÃO DA NATUREZA E DAS FLORESTAS (ICNF), EM CONJUNTO COM UM GRUPO DE ENTIDADES LOCAIS E REGIONAIS QUE INTEGRAM O CONSELHO ESTRATÉGICO DA RNPA.

Saiba mais em:

Despacho n.º 6076/2015 - Diário da República n.º 108/2015, Série II de 2015-06-04
Ministério do Ambiente, Ordenamento do Território e Energia - Gabinete do Secretário de Estado do Ordenamento do Território e da Conservação da Natureza
Designa os Membros do Conselho Estratégico da Reserva Natural do Paul de Arzila



VISITAÇÃO

A RNPA POSSUI UM CENTRO DE INTERPRETAÇÃO, INAUGURADO EM 1997, ONDE OS VISITANTES PODERÃO OBTER INFORMAÇÕES E VISITAR UMA EXPOSIÇÃO.

EXISTE TAMBÉM UM PERCURSO PEDESTRE, COM CERCA DE 2 KM DE EXTENSÃO, QUE PERMITE UM CONTACTO DIRETO COM O AMBIENTE PALUDÍCOLA.

A VISITAÇÃO DO ESPAÇO ESTÁ CONDICIONADA A PEQUENOS GRUPOS, DE FORMA A GARANTIR NÍVEIS MÍNIMOS DE PERTURBAÇÃO DO AMBIENTE NATURAL.

AS VISITAS REALIZAM-SE A PÉ E DURAM CERCA DE DUAS HORAS.


NORMAS DE CONDUTA

DURANTE A VISITA AO PAUL DEVEM SER CUMPRIDAS AS NORMAS DE CONDUTA  RELATIVAS À ÁREA: 

CAMINHAR EM SILÊNCIO, NÃO PERTURBANDO A TRANQUILIDADE DO LOCAL; 

NÃO COLHER VEGETAÇÃO; 

NÃO CAPTURAR NEM MATAR QUALQUER ANIMAL; 

O FUMAR NEM FAZER FOGO; 

NÃO DEITAR LIXO NO CHÃO; 

NÃO INTRODUZIR NO LOCAL ESPÉCIES EXÓTICAS; 

NÃO LEVAR CÃES PARA O PAUL.


OBSERVAÇÃO DE AVES

ESTE ESPAÇO NATURAL ESTÁ CHEIO DE VIDA, SENDO MILHARES OS ANIMAIS QUE VIVEM NO SEU INTERIOR, ESCONDIDOS NO MEIO DA VEGETAÇÃO.  

AS AVES, EXISTENTES EM GRANDE QUANTIDADE E VARIEDADE,  SÃO O PATRIMÓNIO MAIS VISÍVIL DA ÁREA. NO ENTANTO, A FACILIDADE DA SUA OBSERVAÇÃO DEPENDE DE DIVERSOS FATORES, COMO O LOCAL DE OBSERVAÇÃO, A HORA DO DIA, AS CONDIÇÕES METEOROLÓGICAS, OU A ÉPOCA DO ANO. 

PARA UMA MELHOR OBSERVAÇÃO É ACONSELHÁVEL UTILIZAR BINÓCULOS E GUIAS DE IDENTIFICAÇÃO DE AVES.


VISITE ARZILA, ANOBRA E PEREIRA

DEPOIS DA VISITA AO PAUL PODERÁ AINDA VISITAR AS POVOAÇÕES QUE RODEIAM A RESERVA NATURAL, NOMEADAMENTE ARZILA, ANOBRA, E A VILA DE PEREIRA.

COIMBRA, CONDEIXA E MONTEMOR-O-VELHO

A CERCA DE 12 KM DE ARZILA PODERÁ TAMBÉM VISITAR COIMBRA E A SUA UNIVERSIDADE, CONDEIXA-A-NOVA E AS RUÍNAS DE CONÍMBRIGA, MONTEMOR-O-VELHO E O SEU CASTELO, DE ONDE PODERÁ OBSERVAR O PAUL DO TAIPAL.

FIGUEIRA DA FOZ

A PARTIR DE MONTEMOR-O-VELHO, SEGUINDO EM DIREÇÃO A MAIORCA, PODERÁ IGUALMENTE VISITAR O SÍTIO CLASSIFICADO DOS MONTES DE SANTA OLAIA E FERRESTELO, O ESTUÁRIO DO MONDEGO, E A CIDADE DA FIGUEIRA DA FOZ. 



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